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A proposta é fazermos uma rodada de entrevistas com o pessoal que, de alguma forma, fortalece o movimento empreendedor na região da grande Floripa, seja através das suas empresas, seja através da participação no SWFloripa, que chega no mês de novembro na sua sexta edição

As entrevistas têm 3 momentos principais e o objetivo é que sejam bem lean e ágeis 🙂

O primeiro entrevistado é o Guilherme Sarkis , por diversas razões:

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– foi quem eu encontrei primeiro da minha lista… rsrs

– participou da primeira edição do #SWFloripa em 2013 e sua startup EduSpot voltada para a educação foi a vencedora.

– foi o organizador do SWFloripa Education, que rolou em maio.

– tem um mega perfil empreendedor e agora está com dois projetos incríveis, que ele fala mais pra frente.

– foi tradutor do livro sobre o Startup Weekend para a versão em português (ele não divulga isso, mas é muito massa!).

Quando você entendeu o que era uma startup?

É curioso, porque tem relação exatamente com a história da tradução desse livro. Até aí eu não sabia. Eu já empreendia, tinha a minha escola, mas não tinha muita ideia do assunto. Já tinha ouvido o conceito, o tema startup, mas não tinha muita ideia do que era e, quando fui traduzindo o livro e entendendo o evento e o que acontecia ao longo do Startup Weekend lembro de ficar empolgadíssimo com a tradução, de não dormir direito à noite porque começava a pensar nas incríveis possibilidades que esse mundo me trazia. Eu não fazia a menor ideia de como desenvolver um negócio na área de tecnologia e até hoje, cerca de 3 ou 4 anos depois, ainda estou aprendendo, mas a primeira noção foi isso. O entendimento desse conceito muda, praticamente inverte a tua noção do que é desenvolver uma empresa: que você deve fazer anos e anos de planejamento, de trabalho mental, mas a startup te faz colocar a mão na massa muito cedo e essa é a proposta do Startup Weekend. Quando eu comecei a entender isso a minha própria empresa mudou bastante de lá pra cá.

Cite 3 ninjas do movimento startup aqui da região.

Nossa, eu vou fazer injustiça com certeza, porque só entre os meus amigos eu posso citar uns 10.

Em Floripa tem 2 grandes referências, com certeza tem muito mais, mas eu digo que estão mais perto de mim, embora nesses 2 casos eles não sejam tão próximos, mas são pessoas que eu admiro bastante:

Eric Santos e os sócios da Resultados Digitais , são caras grandes referências, são 6, a gurizada é muito boa. Vale a pena acompanhar o blog e todo o conteúdo que eles produzem, que é sensacional. São os caras que, pra mim, foram os primeiros aqui da região a realmente desenvolver uma startup.

Em paralelo, o pessoal da Chaordic , também são uma baita referência nesse sentido. João e João (os 2) são grandes referências como profissionais.

Vamos avançando: Elton Miranda e a sócia Emília Chagas são incríveis, a startup deles está se desenvolvendo de forma sensacional com a equipe ContentTools

Rafael Assunção , grande mentor de startups inclusive, um cara sensacional.

Não tá mais tão perto da gente, mas o André Hotta , né? Hoje é um dos dirigentes do Brasil na Techstars, um cara que manja muito do assunto também.

Vamos terminar aqui.

Tem algum causo bacana de algo que viveu ou presenciou no SWFloripa?

Ai, tem tantas histórias… Eu vou ser um pouco egoísta, vou contar da minha história no primeiro SWFloripa. Foi muito rico o que experimentei. Lembro de chegar e brincar com o pessoal da organização e, se vocês tiverem dúvida, perguntem pro João Selarim que é meu amigo e não vai me deixar mentir. Eu cheguei na sexta-feira e falei: eu não vim pra participar, eu vim pra ganhar o evento.

– Cárlei: Eu lembro disso!

– Sarkis: E foi o que aconteceu. O que me chamou a atenção e não posso isolar isso como mérito meu, foi mérito dos mentores e de toda a equipe que estava lá e conseguiu trabalhar isso com a gente, mas talvez meu mérito foi ter escutado. Lembro exatamente de ter visto este contraste. Eu me submeti, me rendi à metodologia, me rendi à técnica que não conhecia e eles conheciam (organizadores e mentores), pra começar a desenvolver o negócio e lembro até hoje, de uma equipe que fez exatamente o contrário. A pessoa que tinha uma ideia estava completamente apaixonada por ela e pelo jeito dela de fazer, que chegou um determinado momento se viu desesperada e chorando. Essa sensação que tive de me entregar à metodologia e ao conhecimento dos outros rompeu tantas barreiras e tantas crenças minhas. Foi uma coisa muito legal e tive um aprendizado muito rico que me levou à consequência de ganhar o evento, que é mais vaidade que qualquer outra coisa, que levou àquela experiência de sucesso. Hoje a startup que a gente criou, o projeto que a gente desenvolveu já nem existe, nem quer dizer nada, mas toda a experiência que trago daquilo lá mudou completamente a experiência dos meus últimos 3, 4 anos. E a minha perspectiva do que é ser empreendedor, do meu negócio, inclusive – com ou sem tecnologia no núcleo desse negócio.

Acho que essa é a historinha que eu guardo com bastante carinho.

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Momento empreendedor de agora. Tu estás o que?

Acho que uma grande parte dessa definição é que eu estou nômade. Esse é um ponto central, porque ele influencia todo o resto. Tenho empresa registrada aqui em Floripa e estou fazendo todo esse processo nos Estados Unidos. Estou abrindo a minha empresa lá. O foco não é tecnologia, o foco é educação e programas de intercâmbio; tecnologia é um acessório e é também parte do produto. Hoje o principal produto que eu tô trabalhando por meio dessa empresa de dupla nacionalidade é um programa de intercâmbio para empreendedores no Vale do Silício. O foco é ajudar o pessoal com uma experiência educacional pra começar, desde o aprendizado do inglês até o business skills, o que a galera faz paralelo ao inglês, são workshops de negócios, de áreas, design thinking, storytelling, entre outras áreas de conhecimento, então com esse programa de intercâmbio a gente promove a conexão de empreendedores brasileiros e também de outros países com empreendedores que estão atuando na região de San Francisco, no Vale do Silício. Em paralelo a isso, sigo me desenvolvendo na área de treinamentos experienciais. Trabalho com treinamento corporativo há alguns anos e hoje em dia especialmente focado na área de inovação, utilizando metodologias experienciais que são, em síntese, metodologias que trabalham o teu aprendizado de corpo inteiro. Eu gosto da metáfora de que você não aprende só na sala de aula, você aprende com o que vive, com o que experimenta, o que te leva a testar, errar, falhar e a aprender. Eu procuro gerar esse tipo de experiência pros meus clientes nessa área.

Cárlei – Sarkis, adorei. Seja bem feliz na tua empreitada nômade e nos deixa atualizados do que anda fazendo, ok.

Sarkis – A coisa mais gostosa de estar onde a gente cresceu, onde é a nossa casa é essa recepção, eu vou pra sempre identificar Floripa, essa turma, esse ecossistema como a minha casa. O que eu mais quero ver são mais pessoas mais e mais envolvidas com isso, é o empreendedorismo que a gente precisa pra mudar, é o empreendedorismo que a gente precisa hoje.

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Por Cárlei Nunes , mãe de 2 tchus queridos e que crescem muito rápido. Mestre em Administração com ênfase em Marketing Digital. Gestora da Circulae . Com fé num novo modelo de negócio.

Eduardo Antunes