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A conversa é com Lucas Cotta, estudante de Ciência da Computação na Universidade Estadual de Maringá (e adotou a cidade como sua) que está atualmente em intercâmbio na University of Wisconsin – Green Bay, nos Estados Unidos. Por lá, ele participou há cerca de 2 meses do Startup Weekend Wisconsin, e compartilha conosco algumas das experiências e valores que obteve na edição do SW realizada por lá.

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  • Boa tarde Lucas, o Startup Weekend trata-se realmente de um evento “lifechanger”, ou seja, quem participa sai de lá com outra cabeça?

    Boa tarde, primeiro eu gostaria de agradecer a oportunidade de compartilhar minha experiência com a comunidade. Da maneira mais concisa possível, a resposta é sim!
    Quando lia sobre o boom das start-ups, empreendedorismo, etc eu entendia os conceitos, mas vivenciar o que os livros ensinam é completamente diferente, trata-se de um aprendizado na prática!
    Uma vez que a oportunidade te põe em contato com diversos tipos de pessoas, o ganho cultural e técnico é muito grande. Passei a olhar o mercado, as oportunidades e até o futuro da minha carreira com outra visão.  

 

  • Dentre os ganhos da sua participação dessa edição do Startup Weekend, o que você valorizou mais: o networking, aprendizado técnico, visualizar novas formas de se pensar e de se obter soluções rápidas e eficazes…?

    Primeiramente, foi o aumento da resiliência, uma vez que tive 3 dias intensos de trabalho para entregar um projeto completo. O networking, por sua vez, me deu a chance de entrar em contato com pessoas que me ofereceram projetos futuros, parcerias, etc. Já pelo lado técnico, o aumento foi absurdo, usamos conceitos da “Lean Start-Up”, “Model Business Generation” e o desenvolvimento de um produto através de uma plataforma de entrega chamada Docker. É dificil escolher uma determinada característica, visto que, a combinação delas faz a SW ser o que é hoje, na qual o conhecimento técnico se funde com as qualidades de relacionamento interpessoal e inteligência emocional, tendo então, uma fusão poderosa. E assim, o SW tem a capacidade de aumentar todos eles ao mesmo tempo.
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  • Algumas pessoas que não estão diretamente envolvidas com tecnologia, sentem-se um tanto quanto receosas de participar do evento. Você crê que qualquer pessoa possa participar de um Startup Weekend e agregar valores e conhecimentos à algum projeto/equipe?
  • Como eu já citei anteriormente, o crescimento do conhecimento não se limita apenas aos conhecimentos técnicos. Trabalho em equipe, networking, resiliência, pensamento analítico e crítico não são exclusividades somente dos profissionais envolvidos com tecnologia. A equipe com o qual tive o prazer de trabalhar era composta por 4 programadores, 2 administradores, e 1 publicitário. Todos empreendedores.
  • Da mesma forma, por se tratar de um evento de empreendedorismo, muitas pessoas que já estão empregadas deixam de participar de um Startup Weekend por não terem intenções de deixarem seus empregos. Qual sua opinião sobre isso?
  • Eu acredito que ser empreendedor é um estilo de vida, uma forma de comportamento. Não podemos considerar empreendedor somente aqueles que possuem um negócio próprio. Um funcionário público, por exemplo, que vai além de suas obrigações, fomentando uma visão holística, buscando liderança e está sempre focado em agregar valores, também é considerado um empreendedor! O empreendedor só faz sua empresa crescer quando cresce junto, estando sempre atento às mudancas de mercado e aproveitando as oportunidades que surgem ao longo de sua carreira.
    O Startup Weekend  é uma grande oportunidade para agregar conhecimento que pode ser útil ao dia-a-dia, seja qual for sua função.  
    Na minha opinião, funcionários que não veem o Startup Weekend como uma forma de  experiência que pode aumentar sua produtividade, conhecimento interpessoal e técnico, podem ser encaixados como funcionários acomodados, pois existem muitas pessoas com um enorme potencial, porém, sem nenhum poder de operacionalização (empreender).

 

  • No final das contas, apenas 3 equipes saem vencedoras de um Startup Weekend. Mas qual o ganho pós-evento? O que você leva como aprendizado?
  • Além de todo o desenvolvimento de habilidades e aumento de networking envolvido, ainda acabei fazendo boas amizades durante o processo. Estar em contato com a comunidade da sua área é essencial para o crescimento profissional. Levo pra mim ainda, a importância da validação de nossas ideias. Sempre fui uma pessoa de muitas ideias, mas ideia sem ação não passa de sonho, e quem muito sonha, pouco alcança. A SW me mostrou que diariamente, milhões de pessoas ao redor do mundo estão validando ideias e nao podemos ficar para trás! Infelizmente, não ganhamos porém, o time que ganhou compartilhou a sala conosco o tempo todo, acabamos nos ajudando mutuamente. Mas o grande vencedor foi o conhecimento que agreguei durante o processo!

Agradecemos ao Lucas pela entrevista! Ele queria muito participar do #SWMaringá, que será realizado entre os dias 10 e 12 de Julho no Sebrae Maringá, e compartilhar pessoalmente suas experiências, mas voltará do intercâmbio apenas em Setembro. O #SWMaringá está a todo vapor, já se inscreveu aqui? Falta pouco!

Tainan Fidelis