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Por Alexander Prado, coordenador do programa InoveSenior e CEO da Acceleri – Aceleradora de Projetos.

As empresas nascentes operam em ambientes de grande flexibilidade, que as permite reagir de forma ágil às oportunidades e mudanças de mercado, além de representarem, de modo geral, um contexto mais propício à criatividade e à inovação. Tais condições têm atraído empresas já consolidadas, que enxergam neste perfil de organização uma oportunidade para desenvolver novos produtos e criar novos nichos de atuação. É o que está por trás do conceito de Aceleradoras Corporativas, que conta com alguns casos emblemáticos no exterior (as norte-americanas Samsung Accelerator e Microsoft Accelerators, por exemplo) e que promete ganhar espaço também em território brasileiro.

Os benefícios desta nova modalidade de apoio vão além dos recursos financeiros que as empresas maiores podem ofertar às nascentes. Se em uma aceleradora privada os investimentos em startups ocorrem basicamente pela perspectiva de um rápido retorno econômico, nas Aceleradoras Corporativas o investimento é estratégico, em projetos que se alinham aos negócios ou aos interesses das empresas investidoras. Os projetos apoiados, geralmente, são vistos como complementares ao portfólio de soluções da corporação ou com potencial de acessar um segmento novo.

Trata-se de uma relação simbiótica, em que tanto a corporação, como a startup são beneficiadas. Para a organização já consolidada, o contato com as empresas nascentes possibilita insights sobre tecnologias emergentes e processos produtivos mais enxutos, gerando uma renovação de valores – o crescimento e o amadurecimento das empresas costuma trazer uma “acomodação” natural nos negócios. Por outro lado, as startups ganham na medida em que têm acesso à escala, infraestrutura, conhecimento e relações de mercado já estabelecidas pela organização. Ou seja, é um começo muito mais estável e uma promessa muito mais segura.

Em programas como o Inove Senior, a necessidade de investimento inicial e a dificuldade para entrada no mercado se tornam um problema menor para as startups, pois uma empresa com recursos, estrutura e reputação a ajudará no acesso aos seus potenciais clientes, a diferentes expertises e a conhecimentos consolidados sobre o setor e o ambiente de negócios.

Para serem competitivas perante as aceleradoras corporativas, as startups devem responder ao seguinte desafio: de que forma sua solução vai agregar inovação ao mercado e às empresas que já atuam neste segmento? Então, seu negócio está preparado para isso?



Rafael Leite