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Para começar bem nossa coluna de Community Leader Destaque do Mês aqui no blog, trouxemos a história de Luiz Fernando Gomes!

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Luiz, apenas um empreendedor

Quando recebi a mensagem da UP Brasil me colocando como um dos líderes de destaque nas comunidades empreendedoras do Brasil, pensei muito no que me trouxe aqui. Eu apenas estou no início da minha trajetória empreendedora, meu objetivo é transformar vidas, então vou compartilhar um pouco do passado para entender o futuro.

Onde tudo começou?

Diferente de muitos empreendedores de sucesso, não fui um jovem empreendedor, nunca vendi bala para os meus amigos da escola tão pouco deixei de jogar videogame perto de casa para comprar um computador, pelo contrário, sempre fui um jovem quieto, focado em criar meu mundo imaginário através dos desenhos, sempre achei que eles me levariam a qualquer lugar.

Sou de uma família simples do Recife, mas meus pais sempre me mantiveram nas melhores escolas da cidade, lembro do meu pai falar: Pode faltar comida em casa, mas não faltará a melhor educação para meus filhos. Por isso fui muito cobrado pelos resultados, a educação era a única forma de alcançar alguma posição melhor na vida. Durante 12 anos não gostava de falar com ninguém, gostava de observar tudo ao meu redor, tudo me fazia pensar e questionar o porquê das pessoas agirem em diversas situações. Esta postura retraída me isolou inclusive da minha família.

Aos 23 anos e eu estava há poucos passos do topo profissional como professor de matemática e um salário bem confortável. Nunca havia empreendido antes, mas gostava de poder mudar a forma que as coisas aconteciam ao meu redor. Fui um dos primeiros professores de matemática de Recife a trazer conceitos da história da matemática e a aplicabilidade no cotidiano para a sala de aula. Mais que ensinar, queria inspirar, infelizmente as escolas atuais não pagam por inspiração. Fui demitido várias vezes por isso, o que me desmotivou profundamente a continuar num ambiente tão fechado e tão limitado, queria poder fazer as coisas na forma que me desse prazer e não só dinheiro!

O ponto da virada!

Não poderia escolher outro termo. The Tipping Point do Malcon Gladwell foi o primeiro livro que li em inglês e, sem me dar conta, aprendi que a vida é repleta de oportunidades disruptivas, pontos que podem mudar completamente seu futuro. Estes pontos realmente apareceram para mim, alguns eu não aproveitei, outros…

Em Janeiro de 2012 fui convite para ser consultor na SWQuality para implantação de modelos de melhoria de processos para desenvolvimento de software, você não leu errado. Um professor de matemática chamado para ser consultor no mercado de TI, esta foi a primeira oportunidade que mudaria o rumo da minha vida!

1º Ponto da virada – Aprendizado é ato contínuo!

Na SWQuality entendi que somos capazes de aprender muito fora da nossa caixa de conhecimento. Este processo de aprendizado fora da caixa é potencializado com as experiências adquiridas ao longo da vida. Mudar nosso mindset é o primeiro passo para uma mudança disruptiva. Comigo aconteceu quando precisei usar minhas habilidades de modelagem para aprender sobre agile e gestão.

2º Ponto da virada – Arriscar é melhor que se excusar

Em 2013 li um livro chamado Startup Weekend – Como levar uma empresa do conceito à criação em 54 horas do Marc Nager, Clint Nelsen e Franck Nouyrigat. O livro conta a história de três caras incríveis que resolveram mudar o mundo transformando vidas através de ações empreendedoras. Entendi que poderia realizar meu sonho, inspirar mais que ensinar!

Agosto de 2013, meu primeiro Startup Weekend em Recife, de um mero curioso fui transformado num empreendedor em 54 horas. Lembro que tinha um projeto chamado Nordestinove, cujo objetivo era gerar sustentabilidade para negócios inovadores no Nordeste.

Durante o final de semana tive a oportunidade de trabalhar na Trackbox, idéia para rastrear todos os contêineres no mundo, pitch dado por um certo Tony Celestino. Para encurtar a história, pivotamos para a Lotebox, startup que resolvi chamar de minha, hoje estamos firme e fortes, mesmo não estando no TOP 3 daquele Weekend!

Este final de semana foi mais um ponto disruptivo na minha trajetória.

3º Ponto da virada – Empreender se aprende empreendendo

Como empreendedor posso colocar em prática tudo que aprendi, nada significativo com o volume de conhecimento que adquiro todos os dias empreendendo. Fui perguntado sobre o que estaria disposto à perder para empreender, eu perdi minha zona de conforto para cair de cabeça no caminho dos incríveis. Não me arrependo!

4º Ponto da virada – Não estamos sós

Nenhum empreendedor vence só. Família ou amigos, estamos cercados de pessoas que nos levam aos nossos objetivos. Resolvi devolver a experiência que ganhei empreendendo nas comunidades empreendedoras, do final de 2013 para cá já participei de oito Startup Weekends, de participante a facilitador. Aprendi que os ecossistemas empreendedores podem transformar o mundo, quero fazer parte disto!

Se me arrependo? Nem um pouco, se pudesse estaria cada final de semana numa comunidade diferente, aprendendo com as pessoas que também saem da zona de conforto para transformar vidas, assim como aqueles três americanos fizeram, como eu estou fazendo e como você pode fazer. Ainda fiz pouco, estou disposto para  fazer muito mais, digo aos organizadores, contem comigo, estou sempre disponível para ajudar no que for preciso.

Se fui chamado para escrever esta história é porque não estou só! Obrigado pela oportunidade todos da UP Global e meus grandes amigos da UP Brasil! #tamoJunto

 

Tony Celestino