A internet das coisas em números

Créditos: Ivanir França, Gerente de Conteúdo da Conpass, especialista em cinema e mestrando em Literatura.

A internet das coisas, ou melhor a coisa da internet das coisas como escreveu Kevin Ashton, criador do termo, está cada vez mais presente em nossas vidas. Isto é: estamos cada vez mais conectados à internet por celulares, notebooks e quaisquer outros objetos que tenham sistemas de integração.

De acordo com a SAP, em 2020 haverá no mundo 200 milhões de dispositivos conectados à internet das coisas. Ou seja, em breve boa parte dos produtos que utilizamos em nosso dia a dia vão estar de uma forma ou outra ligados à internet e, claro, isso vai facilitar a nossa vida.

Na prática, será algo como termos o nosso próprio J.A.R.V.I.S (Just Rather Very Intelligent System), mordomo digital de Tony Stark nas películas da Disney/Marvel, para nos avisar quando é necessário comprar leite, legumes ou mesmo se nosso veículo está sendo roubado.    

Embora pareça um pouco distante este mercado já movimentou em 2014, só no Brasil, mais de $ 2 bilhões e segundo projeções da SAP pode gerar uma economia mundial de $ 6,2 trilhões, em 2025.

Claro, as mudanças não se limitam apenas aos nossos equipamentos eletrônicos elas terão um forte impacto em nosso modo de vida. Abaixo mostramos algumas tendências de mudança provocadas pela internet das coisas.

Comportamento do trabalhador

  • 62% acreditam que a carreira deve provocar um impacto positivo no mundo;
  • 53% dizem trabalhar mais se a organização atua com foco social;1
  • 75% acreditam que as empresas preocupam-se demais com sua própria agenda e não focam em melhorar a sociedade;
  • 65% dos millennials têm pretensões à liderança em mercados emergentes; em mercados maduros, 38%;
  • 81% acreditam que as empresas precisam ter mais responsabilidade social e ambiental.

Saúde, Tecnologia e economia informal

  • Segundo a OMS, 80% das doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes poderão ser prevenidas, com o apoio da tecnologia;
  • 74% das empresas americanas e européias de varejo, saúde e manufatura já desenvolveram produtos inteligentes;
  • O fluxo de informação gerado pela Internet das coisas chegará em 2018 à 403 trilhões de GB por ano.2
  • Apenas 14% dos empresas nos EUA são direcionados à produção de bens de consumo;
  • Em 2019, cerca de ¼ de toda força de trabalho dos EUA será independente;
  • Em 2019, as lojas de pagamentos online dos EUA terão receita de até 21 vezes o esperado para 2015.

Relação consumidor X empresa

  • Em 2020, haverá 200 milhões de dispositivos conectados à internet das coisas;
  • As empresas não são mais as únicas criadoras de uma marca; elas são co-criadas pelos consumidores por meio de experiências, compartilhadas e definidas pelos resultados de pesquisas online;
  • 38% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por experiências mais simples;
  • 83% dos consumidores estão mais propensos a continuar fazendo negócios com uma empresa por causa do seu programa de fidelidade;
  • 70% dos consumidores está disposto a mudar quando e onde faz compras para maximizar os benefícios dos programas de fidelidade;
  • 69% dos consumidores verificam um produto na internet antes de comprá-lo na loja;
  • 49% dos consumidores veem um produto na loja e o compram na internet;3
  • 45% dos consumidores estão dispostos a liberar informações de localização em troca de descontos;
  • 97% dos consumidores procuram primeiro pelas empresas na internet;
  • 84% dos consumidores buscam ativamente por marcas responsáveis social e ambientalmente;
  • 90% dos consumidores estão dispostos a mudar suas características de compra para beneficiar marcas sustentáveis;
  • 80% dos consumidores compram de empresas que confiam;
  • 68% recomendam empresas confiáveis;
  • 72% das pessoas confiam em informações de amigos e familiares; 46% em CEOs de empresas; 40% em funcionários e 34% em celebridades.

Os desafios empresariais

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  • 87% das empresas citam a cultura e o engajamento como seus principais desafios, mas menos da metade acredita ter bons programas em vigor para envolver e reter funcionários;
  • Segundo as consultorias Towers Watson e The Power of Three, as empresas com alto engajamento podem ter margens de lucro 4 vezes maiores;
  • 74% das empresas acreditam que a complexidade do negócio fere sua capacidade de cumprir metas, mas apenas 17% dizem que os esforços atuais irão simplificá-los;
  • Apenas 42% das empresas dizem saber extrair percepções significativas a partir dos dados disponíveis;6
  • 87% dos executivos acreditam precisar de dados financeiros com maior agilidade;
  • 85% dos CEOs cujas organizações têm uma estratégia de inclusão dizem ter melhor desempenho;
  • 86% dos CEOs defendem o uso de tecnologias digitais em suas companhias;
  • 97% dos compradores B2B confiam no conteúdo gerado pelo usuário.

Com informações de: Facts on the Future of Business in the economy

Conteúdo original em: http://www.culturacolaborativa.com/a-internet-das-coisas-em-numeros/








A TI está morta! Bem-vindos ao mundo das tecnologias convergentes

Créditos: Rodrigo Parreira, Chief Executive Officer (CEO) da Logicalis Latin America.

Além da convergência da TI e da TO (tecnologia de operações), o crescimento da internet das coisas traz consequências imediatas, como o surgimento de um mundo no qual a tecnologia assume um papel muito mais orgânico, definindo e reconfigurando as cadeias de valor e os modelos de negócios das empresas e organizações.

Estamos vivendo, hoje, um processo de evolução não apenas veloz, mas também qualitativo dos paradigmas tecnológicos no ambiente empresarial. Os elementos que compõem esse processo vêm sendo usualmente associados a temas como mobilidade, analytics, computação em nuvem e redes sociais. Segundo alguns analistas, esse processo levaria a uma “terceira onda” no desenvolvimento tecnológico. Nessa caracterização entende-se a “primeira onda” como aquela dominada pelos mainframes, dominantes na década dos sessenta e setenta. Em seguida, um novo padrão foi estabelecido, com o surgimento dos microcomputadores e das redes de dados – em particular a internet –, em um cenário que evoluiu desde os anos 80 até os princípios da década de 2010.

No entanto, o que hoje chamamos de “terceira plataforma” é algo ainda não muito bem definido e, em minha opinião, em muitas das caracterizações que vejo no mercado os elementos essenciais desse processo de transformação acabam se perdendo. Me parece praticamente impossível entender essa dinâmica de mercado sem levar em conta a convergência entre a tecnologia da informação (TI) e as chamadas tecnologias de operação (TO), sempre no contexto das organizações empresariais, sociais ou relacionadas à administração pública.

Por um lado, a TI sempre foi associada, de forma transversal, a elementos de suporte corporativos e/ou administrativo-financeiros, apontando para a melhoria na eficiência dos processos sobre os quais se apoiam os mais variados modelos de negócios. Nesse contexto, a TI busca capturar produtividade e gerir a informação de maneira mais racional e estruturada, sempre a partir de uma posição de back office. Por outro lado, as TOs são uma série de elementos tecnológicos, em geral bastante sofisticados, fortemente vinculados às cadeias produtivas de forma específica e vertical, muitas vezes associados a conceitos como automação, controle e logística.

Historicamente, essas duas camadas tecnológicas nunca se comunicaram muito bem, vivendo em mundos isolados, gerenciados, nas organizações, por grupos diferentes e desenvolvidas por fabricantes e provedores de serviços com poucos pontos de contato. Esse ambiente, entretanto, deve se transformar de forma bastante acelerada nos próximos anos, já que estamos prestes a observar a forte convergência desses dois universos, a partir de uma perspectiva que hoje temos chamado de IoT (Internet of Things). Nesse contexto, redes de sensores capturam informações das linhas produtivas ou de outros elementos de uma cadeia operacional, que são processadas e analisadas em tempo real por sistemas especializados gerando dados que permitem uma constante melhoria na performance produtiva. Em um futuro próximo, a incorporação de elementos de inteligência artificial e machine learning, deve levar ao surgimento de sistemas produtivos praticamente autônomos e extremamente eficientes.

A consequência imediata desse modelo é o desaparecimento justamente das fronteiras entre a TI e as TOs, dando origem a um mundo no qual a tecnologia assume um papel muito mais orgânico, praticamente definindo e reconfigurando as cadeias de valor e os modelos de negócios das empresas e organizações. E é exatamente aí que aquilo que conhecemos como TI deixa de fazer sentido por si mesma, embora a tecnologia, de forma mais ampla, ganhe um papel cada vez mais preponderante em nossa sociedade e em nossos modelos econômicos.

E é por tudo isso que vejo, no futuro próximo, enormes oportunidades para prestadores de serviços que sejam capazes de entender esses processos como ponto de partida para a construção de seu posicionamento, articulando o conhecimento tecnológico, de forma bastante ampla, com os crescentes desafios de negócios enfrentados por seus clientes em suas cadeias de valor.

Veja o artigo original em: http://www.la.logicalis.com/pt-Latam/conhecimento/articles/a-ti-esta-morta-bem-vindos-ao-mundo-das-tecnologias-convergentes/








Como a Intelbras Utiliza Internet das Coisas – IoT

Créditos: Intelbras, Aluisio Maykot, Especialista em Marketing de Produtos e Negócios.

Para a Intelbras, investir em inovação passa por simplificar a vida de seus clientes, oferecendo soluções de qualidade confiáveis e fáceis de usar.

Pensar como cliente, ouvindo-o e desenvolvendo os nossos produtos, sempre foi o diferencial para nós da Intelbras. Os mais de 300 profissionais de pesquisa e desenvolvimento além das áreas de marketing e comercial têm sua atenção e foco voltados a perceber as necessidades de novos produtos e que nascem para solucionar problemas do dia a dia dos clientes.

O que no início era chamado de tropicalização, “adaptar” produtos mundiais à realidade do mercado brasileiro, já há muito tempo na Intelbras se transformou em pesquisa e desenvolvimento que se inicia na especificação com foco no cliente.

Em IoT não é diferente. A Internet das Coisas em sua essência abrange acessibilidade, controle e/ou gerenciamento na Internet. É falar de produtos que se comunicam entre si e que sejam acessíveis integrando-se ao celular, tablet, APP, browser e outros. São produtos que facilitam a vida das pessoas, tornando-a mais segura, econômica e com ganho de tempo efetivo. Nosso DNA muito tem a ver com isso.

Atualmente, não somente computadores e equipamentos como TVs e Smartphones estão conectados à Internet, mas equipamentos como roteadores wi fi, câmeras de vídeo monitoramento, sistemas de alarme e até mesmo lâmpadas, geladeiras e motores. Estas e muitas outras “coisas” estão e, cada vez mais, serão conectadas para que possamos monitorá-los, interagir remotamente com eles e entre eles. Estes equipamentos evoluem constantemente para que tenham linguagem de comunicação universal e possam somar a um ecossistema de máquinas que se comunicam e que podem tornar o dia a dia mais inteligente.

A Intelbras tem vasta lista de produtos, que, por meio do smartphone, é possível, por exemplo, configurar um roteador para bloquear acesso dos filhos a conteúdos indesejados, acessar câmera de segurança da casa ou do escritório com imagem ao vivo e gravações, habilitar ou desarmar o alarme da casa ou até mesmo atender o interfone no celular. Tudo isso em longa ou próxima distância.

Nosso investimento em produtos inovadores, inteligentes, fáceis e confiáveis são parte do compromisso da Intelbras em aproximar nossos clientes à soluções conectadas que realmente importam. A Intelbras acredita em IoT,  mesmo antes de receber esse nome. Por isso, temos muito a contribuir e ainda muito o que aprender, sem perder o foco na usabilidade e como essas soluções que podem de fato, agregar na vida das pessoas.

Conheça mais sobre as iniciativas da Intelbras. Acesse http://www.intelbras.com.br/

Veja também um vídeo sobre Hotspot 300 da Intelbras. Afinal, IoT só faz sentido se você estiver sempre conectado.








Internet das coisas (IoT): um universo de novas possibilidades para o UX design

 

O tempo onde o designer tinha que se preocupar apenas com desenhar telas bonitas, felizmente, vem ficando para trás na maioria das empresas e instituições que já entenderam o grande potencial desse profissional. Além disso, as novas tecnologias, incluindo a tão falada internet das coisas, chatbots passam a tornar acessível uma série de novas possibilidades de soluções nunca vistas ou utilizadas antes pelos consumidores e usuários.

Nesse cenário, o designer com seu background fundamentado em pilares como empatia, psicologia, criatividade e resolução de problemas passa a desempenhar um papel extremamente estratégico dentro das empresas – Como sabemos que é difícil encontrar um bom profissional de UX, temos esse post para te ajudar!

Um importante ponto a se considerar é que com os novos produtos tecnológicos e novos padrões surge todo um universo de interações diferenciadas que muitas vezes refletirão em curvas de aprendizado, mais ou menos complexas, e que requerem todo um cuidado especial em termos de usabilidade. Imaginem vocês um usuário idoso tendo que se virar com wearables, um smartwatch por exemplo, e ter que aprender a se relacionar e “controlar” esse produto com uma série de particularidades que não fazem parte de seu modelo mental ou produtos do dia a dia, o desafio pode ser significante em alguns casos.

Interfaces e interações naturais

Apesar disso, sabemos que as tendências levam às soluções a caminhos onde os comandos são muito mais naturais e inerentes à natureza humana. O esquema abaixo mostra um pouco dessa nossa evolução dos comandos que vieram desde o “command line interface”, nada focado no usuário onde este era obrigado a falar a “língua das máquinas”, até as respectivas evoluções passando pelo “graphical user interface” e o “natural user interface” onde nos encontramos atualmente em plena evolução, explorando possibilidades ligadas também aos comandos de voz e a própria antecipação que leva à “interface zero”.

O fato da internet das coisas já pré-supor que não estamos exclusivamente falando de “computadores” ou “telas” e “cliques” mas sim de objetos e “coisas” já nos aproxima bem mais da ideia do que é natural ao ser humano em seu dia a dia, com a diferença de termos um considerável “upgrade” com do fato dessas coisas estarem conectadas e integradas entre si de forma muito mais inteligente para servir à nossas necessidades.

“Internet das coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial.”Click To Tweet

Potenciais barreiras das boas experiências no IoT

Como toda nova tecnologia os desafios de “onboarding” ou entendimento inicial e engajamento no uso do produto sempre são possíveis problemas a se lidar. No contexto da internet das coisas essa barreira encontra alguns problemas potenciais extras inerente à natureza desse tipo de solução (até agora). Alguns pontos a serem observados:

1. Problemas de conectividade e instabilidade das redes

Principalmente considerando que estamos falando ainda de uma conexão na “realidade Brasil”, lidar com sinal de rede fraco, intermitente ou simplesmente indisponível pode ser uma preocupação bastante recorrente em produtos que tem sua base na conexão e redes de internet.

Quando interagimos com produtos físicos não estamos acostumados a precisar esperar o carregamento para ter um feedback ou um retorno a partir de uma ação, nosso modelo mental nos faz pensar de forma quase automática, diferente de um sistema ou um site que é “relativamente” aceitável esperar um carregamento ou um “processando”.

2. Múltiplas interfaces e comandos a cada produto diferente

Diferente de pensar na experiência dos dispositivos digitais típicos como computadores, smartphones, tablets ou até painéis interativos, quando falamos de “coisas”, praticamente “vale tudo”.

Ainda não temos muitos padrões consolidados, cada dispositivo pode reagir ao seu próprio tipo de comando e ter uma área de input particular, mesmo quando temos vários produtos integrados. Mesmo que meu carro esteja conectado e consiga tocar meu Spotify por lá, quando eu for pedir para minha geladeira abrir esse mesmo app o caminho e comandos podem ser totalmente diferentes. Ainda não temos um controlador geral (e nem sei se necessariamente deveríamos ter) ou uma linha coerente e padronizada entre os comandos dos meus diferentes produtos mesmo estando eles cada vez mais conectados entre si.

3. Necessidade de comandos precisos e específicos

Outra dificuldade do UX na internet das coisas é que por mais natural que tende a ser os comandos desses produtos, a maior parte deles ainda requer uma certa especificidade para entender o que eu quero que ele faça. Apesar de estarmos falando de objetos que muitas vezes são conhecidos em nossa vida no mundo físico, diferente das interfaces digitais e online cheias de cliques, botões e características que tivemos que 100% aprender e interpretar, a forma de se comunicar com estes artefatos ainda requer um alinhamento mínimo entre as partes.

Os comandos de voz são ótimos exemplos disso, agora que posso “falar” com meu celular ou com minha caixa de som para que ela reproduza as notícias do dia para mim, supostamente tudo seria apenas alegria, afinal já sabemos falar há bastante tempo ? A realidade entretanto é um pouco menos colorida e dependente da tonalidade e palavras certas. Quem nunca se estressou testando comandos de voz quando ouve o irritante feedback da moça dizendo que “não te entendeu” ou até sugerindo que por isso deveríamos “conversar mais tarde” :O

Os comandos gestuais também ainda pedem gestos específicos, se você não está fazendo conforme a programação espera que você faça, é possível que você passe por certo desconforto até que sua ação seja entendida e efetivada.

4. Geralmente ações do mundo físico não pode ser “desfeitas”

Já aprendemos ao longo de nossas digi-experiências que um Ctrl+Z, um “desfazer” ou um “cancelar” podem fazer grande diferença entre um simples erro e um desastre catastrófico. No mundo físico isso acaba sendo mais complicado pois nem todas as ações são “desfazíveis”. Não esperamos que seja possível desfazer um copo que cai no chão e se quebra assim como uma porta que se abre após o comando de uma chave remota não poderia voltar no tempo e “desabrir”(mesmo que isso significasse um equívoco e você estivesse deixando uma visita indesejada acessar sua casa).

Outro ponto é que muitas soluções de IoT são remotamente controladas ou automaticamente disparadas (a partir de sensores, por exemplo) e isso acaba refletindo em uma perda de controle e quebra da ideia imediata de ação X consequências visíveis e reversíveis à qual nos acostumamos dos produtos físicos.

Bons exemplos de projetos de internet das coisas + UX

Aqui uma seleção de alguns 10 produtos que já estão rolando na vibe IoT e que entregam soluções interessantes. A medida que formos conhecendo e vendo mais produtos conectados mais fácil se torna ter novas ideias a partir disso, por isso vale conhecer o máximo possível sobre o que tem saído por aí.

1-Amazon Dash

Gadget que escaneia códigos de barras, para comprar os produtos que acabaram, como pasta de dente e comidas

2-Birdi

Detector de fumaça integrado com aplicativo, que avisa no seu celular quando tem algo de errado em sua casa

3-Amazon Echo

Central para controlar todos os seus dispositivos de Internet das coisas por comandos de voz

4-Tagg

Rastreia o seu pet por GPS, e te mostra os dados no PC ou no mobile


5-Cloudwash

Máquina de lavar comandada por app de celular

6-Neo

Pote inteligente, que controla sua quantidade de cereais

7-Canary

Utiliza machine learning e cruza dados de vibrações no ar, som e imagens da câmera pra entender se algo estranho está acontecendo na sua casa


8-Blossom

Cria um padrão de irrigação para o seu jardim, baseado na sua localização, clima e outros dados

9-Ankuoo

Plug inteligente para tomadas, que te permitem contar a energia gasta em cada equipamento, e desligar a corrente dos eletrodomésticos

10-Lifx

Iluminação conectada ao celular onde você controla cor, intensidade e jogos de luzes

E os próximos passos?

Fato que projetar e pensar na experiência do usuário em produtos do mundo físico muito se assemelha ao “design de produto” mas com uma camada extra de complexidade já que você não tem que se preocupar apenas com o que acontece “ali e agora” e sim com toda uma rede e integrações e possibilidades de automações. O desafio é bem maior, assim como as possibilidades de aplicar a criatividade e visualizar conexões não óbvias a partir das necessidades e dores dos usuários (o que acho particularmente fascinante :)).

Os autores afirmam que quando estamos falando de projetar para internet das coisas, muito precisa ser considerado, e não apenas as camadas “óbvias” que estamos acostumados em uma interface web visível, trata-se de uma interação que engloba outros elementos tecnológicos e estratégicos.

“Projetar um ótimo produto conectado requer uma abordagem holística de experiência de usuário. Abrange muitas camadas de design, nem todas elas imediatamente visível. Mais do que nunca, exige uma colaboração e trabalho entre design, tecnologia e negócios.”
Existe um livro específico sobre essa relação entre IoT e UX, o “User Experience Design for the Internet of Things” (é possível baixar o ebook gratuito no link) e outros materiais online saindo por aí que vale dar uma conferida.

Para gerar melhores soluções precisaremos necessariamente entender as possibilidades tecnológicas dos sensores, dispositivos, produtos e a partir disso usar como matéria prima esse conhecimento para gerar ideias que atinjam todo o potencial das soluções existentes. Designers e UXrs não vindos da área técnica inevitavelmente precisarão dar uma imergida nessa questão mais “hardware” da coisa para conseguir ter as sacadas além do estudo das interações e novos padrões, convenções e affordances que viabilizarão o uso desse tipo de artefato interativo pelos usuários que ainda tem um longo caminho de aprendizagem pela frente.

Muitos paradigmas e padrões ainda virão a ser quebrados ou reinventados, fica a ressalva que um bom projeto de UX, sendo produto ou web, sempre começa pela validação. Abaixo fica a dica do nosso último webinar que dá boas dicas sobre como usar o design thinking para ajudar nessa empreitada. Confira:

Participe do Startup Weekend IoT Floripa e coloque suas ideias em prática, aprenda mais sobre IoT, conecte-se a comunidade e muito mais. Clique no link para participar.

O conteúdo original você encontra aqui. Post de autoria de Priscilla Albuquerque da Catarinas Design.