Techstars Brasil Summit 2017

A terceira edição do Techstars Brasil Summit aconteceu em Florianópolis.


Conectar, Colaborar e Celebrar! Foi com esse mindset que mais de 110 integrantes da rede global da Techstars se reuniram na paradisíaca cidade de Florianópolis entre os dias 8 e 10 de setembro para participar da terceira edição anual do Techstars Brasil Summit.

Os summits da Techstars são conferências que ocorrem anualmente nas diferentes regiões de atuação da Techstars ao redor do mundo e visam conectar líderes de comunidades, empreendedores e parceiros dos programas de startups da rede global da Techstars.

Conectar

Um dos pilares do Summit é conectar os Community Leaders da rede no Brasil com membros do time da Techstars e parceiros dos programas de startups. No Brasil, a rede da Techstars é composta por mais de 1.600 Community Leaders e contamos com 5 parceiros nacionais além dos parceiros globais.

Nesta edição do Summit participaram mais de 110 pessoas conectadas à rede global da Techstars:

  • 97 Community Leaders (35% mulheres)
  • 63 novos Community Leaders
  • 8 membros do time da Techstars
  • 13 representantes de parceiros
  • 48 cidades diferentes

Esse ano contamos com a presença especial de membros internacionais do time da Techstars, como a vice-presidente dos programas de startups, Jennifer Cabala, o diretor global do Startup Weekend, John Beadle e a gerente global do Startup Week, Christina Christian.

O primeiro dia do Techstars Brasil Summit ocorreu no novo e moderno prédio da Softplan e contou com atualizações sobre o impacto causado pelos programas da Techstars no Brasil e no mundo, além de um bate papo entre Community Leaders de diferentes regiões do Brasil e uma conversa com os representantes do Startup Weekend e Startup Week sobre o futuro dos programas no país.

No final do dia um Happy Hour no rooftop, durante o pôr-do-sol, oferecido pela Softplan e AmBev reforçou ainda mais o sentimento de conexão entre os participantes.

Colaborar

O foco do segundo dia no Techstars Brasil Summit foi compartilhar conhecimentos, experiências e boas práticas, com workshops, treinamentos, palestras e painéis de discussão entre os participantes e convidados.

O Summit contou com 8 palestras e apresentações e mais de 13 sessões de compartilhamento de conteúdo. Foram discutidos assuntos dos mais diversos, desde como Engajar Corporações com a Comunidade, Modelos de Análise de Ecossistema, Formas de Apoiar Startups após o Startup Weekend, até discussões sobre Diversidade no Empreendedorismo.

Essas sessões ocorreram no prédio do Sebrae de Santa Catarina, um grande parceiro do ecossistema de inovação e empreendedorismo em todo o estado e que aproveitou o momento para reunir Community Leaders da região. Juntos, ecossistema e Sebrae/SC se comprometeram a levar mais de 14 edições do Startup Weekend para 12 cidades de SC em 2018.

Celebrar

Com 10 anos de Startup Weekend recém celebrados ao redor do mundo e 7 anos que o programa acontece no Brasil, o Summit foi um momento de comemorar os 499 eventos que já aconteceram no país.

Destes, 374 foram Startup Weekends, que alcançaram 128 cidades diferentes, em todos estados brasileiros, impactando mais de 25.000 participantes ao redor do país. Tudo graças aos mais de 1.600 Community Leaders que estão engajados e comprometidos em desenvolver comunidades.

Os programas do Startup Weekend no Brasil possuem um nível de satisfação altíssimo, com um NPS (Net Promoter Score) de 88,4. Isso se reflete no resultado que os empreendedores que participam do Startup Weekend no Brasil alcançam, como os investimentos captados pelas startups criadas durante o programa, que já ultrapassou a marca de R$ 260 Milhões, gerando renda para milhares de pessoas e impactando milhões de vidas ao redor do mundo.

Além de tudo isso, celebramos também a movimentação da comunidade em torno de diversidade, tendo até o fim do ano, 28 Startup Weekends Women acontecendo em todas as regiões do país. O Brasil é o país com mais engajamento em cima da edição, ao redor do mundo.

Muito obrigada por toda a dedicação de todos vocês, que fizeram o Techstars Brasil Summit  2017 um encontro energizante.








Vamos transformar o Brasil neste final de semana?

Quando começei a empreender não sabia quanta solidão iria enfrentar. Eu já era alguém esquisito muito novo com uns 14 anos em 1986. Nessa época usava internet de forma clandestina no meu país, pois não existia um link direto, nem sequer acadêmico. Tinha aprendido a programar, uma coisa foi levando a outra e acabei empreendendo sem saber. Parecia que havia uma força me puxando. O que eu queria mesmo era aprender mais e colocar o que sabia em prática. Precisei criar meu próprio emprego, já que o mundo que me rodeava, por algum motivo que ainda desconhecia, teimava em viver no passado.

Ou seria eu aquele que teimaria viver no futuro durante toda a minha vida?

Parecia que estava vivendo no lugar e no tempo errados. Mal sabia eu que outros parecidos comigo se juntavam, se apoiavam e aprendiam juntos, so que muito, mas muito longe da minha casa, no Vale de Silicio. Na época conseguia ver de longe as sombras dessas interações nos bbs, newsgroups da usenet e listas de email que eu participava. Era uma internet só de texto, que para acessar tinha que hackear links satélites, ou fazer blue boxing para conseguir ligar a 300bps num computador lá na Califórnia. Velhos bons tempos de exploração e aprendizagem. Hoje, me imagino, o tipo de coisa que eu poderia ter feito se tivesse tido a oportunidade de participar dessas primeiras comunidades primitivas de programadores/empreendedores, não à distância, mas presencialmente. Porque elas estavam no lugar certo, no momento certo, no ambiente certo, com o conhecimento e habilidades certas, puderam ser protagonistas de uma história de transformação global e escrever parte da história recente e mudar o mundo com suas criações, quem ficou a margem acabou testemunhando a transformação mas não fez parte dela. Acredito que no mundo existam muitos grupos de pessoas que são early adopters, não de um produto ou uma tecnologia mas sim do futuro. Estes adotam modelos mentais, valores e ideias que são mais adequadas para um futuro que ainda não chegou, do que para um passado que esta ficando obsoleto a cada dia.

O futuro já esta aqui — ele simplesmente não está distribuído uniformemente. — William Gibson, criador do termo ‘cyberspace’

De lá pra cá, fui percebendo que uma das formas de mudar a sociedade seria ajudando a distribuir mais uniformemente o futuro na sociedade atual. Contagiando outras pessoas e as ajudando a perceber novas possibilidades, criando comunidades que se identificam e que se permitem adotar uma nova cultura, novos comportamentos, sonhar novos sonhos. Emfim, realizar aqui e agora no presente aquilo que talvez seria somente possivel num futuro distante sem essa intervenção, ou quem sabe talvez nunca naquele local.

Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se você quiser ir longe, vá junto.- Velho Provérbio Africano

Neste último feriado viajei para Belo Horizonte a convite da Up Brasil, o braço brasileiro da Up Global, para participar do UP Brasil Summit, realizado na Ibmec. Lá tive a oportunidade de conhecer mais de perto alguns dos Community Leaders, Organizadores e Facilitadores que estão levando para todos os cantos do Brasil experiências que catalizam uma transformação, acendendo uma chama, que é o primeiro passo para começar a formar as comunidades locais que se apoiam para acolher aqueles que de outra forma estariam sozinhos em casa como estive no meu início.

Um dos programas que a UP Brasil tem realizado em uma infinidade de cidades, é uma experiencia empreendedora mão na massa de 54hrs chamado Startup Weekend. Nela, pessoas que talvez nunca tiveram oportunidade de presenciar o inicio de um negócio, podem experimentar algumas das etapas numa competição que reune pessoas de todo tipo e junta aqueles que, de outra forma, estariam sozinhos. Já escutei num desses eventos uma participante me falar que la tinha encontrado um monte de gente igual a ela, inquietos, com pensamentos fora da caixa e com vontade de realizar e causar impacto, e que era muito dificil no seu circulo de amigos falar sobre isso já que não era o normal.

Sempre fui muito crítico sobre incentivar a competição, alguns anos depois percebo que uma das dinâmicas fundamentais para as pessoas se moverem e terem fun é tornar tudo um jogo e a competição é um ingrediente muito importante. Nesta viagem percebi que durante o evento os participantes brincam e competem, mas os verdadeiros valores que permeiam esta comunidade são os de colaboração.

Durante o UP Brasil Summit tivemos a oportunidade de ouvir, bater papo e compartilhar opiniões com pessoas que da para ver que estão se transformando elas mesmas, transformando as suas organizações e ajudando a transformar o Brasil. Pessoas como o Marcio Brito do Sebrae Nacional e o Fabio Veras do Sebrae Minas, que estão não só estão ajudando a catalizar este movimento mas também ajudando a modernizar o próprio Sebrae, o que já é uma tarefa herculea! (eu sei bem como é tentar mudar organizações por dentro, quase impossivel). Fábio nos impressionou com como o Sebrae MG está levando a serio o movimento, colocando o bolso onde está a boca. Ele nos desafiou a fazer parte da solução, ao invés de falar que o pessoal não entende, ajudar a educar e transformar o mindset das própias pessoas que trabalham no Sebrae. Precisamos aprender a falar melhor a língua deles e não nos isolar, mostrando porque o trabalho que este movimento está fazendo é importante para o Brasil e é importante fazermos juntos.

Tambem tivemos a presença do Yuri Gitahy, Founder da Aceleradora que nos falou um pouco sobre a historia não tão recente do ecosistema de Startups aqui no Brasil. Nos levou a refletir que juntar pessoas que você acredita que tem potencial, trabalhar juntos em negócios desafiadores, e depois deixar essas pessoas se espalharem para procurar os seus próprios sonhos faz parte do desenvolvimento saudável de um ecosistema. Assim é que um bosque saudável se forma, espalhando sementes.

Tambem tivemos a presença do Felipe Matos, ex-COO do programa Startup Brasil e Founder do StartupFarm, Guilherme Junqueira da ABStartups, todos os facilitadores incansáveis que fazem acontecer a mágica nos eventos, e outros muitos amigos e figuras super importantes do ecosistema, que não vou conseguir citar neste já não tão pequeno post.

O Guga Gorenstein, uma figura fantástica do ecosistema de Brasília, nos ajudando a traçar o perfil ideal dos mentores, suas qualidades positivas tanto quanto aqueles comportamentos negativos que deixam muita gente chateada, isso rendeu umas boas risadas e alguns questionamentos. Será que eu tambem já fui um mentor cuzão em algum momento? Durante a sexta feira tivemos a oportunidade de visitar algumas Startups incríveis de San Pedro Valley como a Rock Content, a HotMart e Sympla. Elas são algumas das expressões de que realmente trabalhar duro e adensar comunidades funciona. Para conseguir contar minhas impressões e experiências conhecendo os fundadores delas pessoalmente precisaria mais um post inteirinho já que foram visitas super ricas que agregaram muito valor.

O talento esta distribuido uniformemente ao redor do mundo,
mas as oportunidades não —
Steve Blank, autor de ‘Four Steps to Epiphany’

Finalmente quero agradecer ao Tony Celestino, André Hotta, Brett Nakatsu e Carla Perez, não é a nova loira do Tchan não, e a todos os outros que fizeram deste encontro uma oportunidade sem igual para juntar pessoas que acreditam nesta transformação e querem ver o Brasil se transformar. Este encontro deu mais animo para voltar para os nossos ecosistemas e comunidades e criar oportunidades para aqueles que como eu algum dia estavam vivendo no futuro, isolados em suas cidades, sem saber que existia perto deles outros que tambem compartilhavam desta mesma doença.

Voltamos animados para trazer para o aqui e o agora aquilo que eles só achavam que seria possivel se mudassem para outro pais. Criar as oportunidades que são necessárias para fazer que o talento local possa sair da dormência que se encontra e realizar todo o seu potencial, participando não mais como um expectador da criação de riqueza e sim como um protagonista nesta nova economia, que nos permite engajar o melhor que temos como humanos.

Para mim ficou claro que juntar fisicamente os community leaders num lugar fisico por dois dias pode ser uma das coisas mais poderosas que podemos fazer para alavancar e adensar ainda mais as conexões neste nosso ecossistema.

Ainda não tem nada organizado, porém vários de nós gostamos tanto da experiencia que o pessoal da UP Brasil proporcionou, que pensamos: porque não criar um encontro que reúna, além da galera da UP Brasil, outros tantos líderes de comunidades que estão espalhados pelo Brasil?. Talvez estejam até se sentindo meio solitários como líderes em suas comunidades. Queremos aprender juntos e compartilhar o conhecimento sobre como ser mais eficazes catalizando o processo de transformação do Brasil, preparando ele não para o futuro, mas para o presente, porque o futuro já chegou.

Juan Bernabó – CEO & Founder Germinadora
Post Original, link.

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Graças ao Community Chest…

Nós organizadores, sabemos que o Community Chest é um fundo financeiro das comunidades locais da UP Global. Cinquenta por cento do lucro de cada evento é alocado para o Community Chest e este valor pode, e deve, ser utilizado pelos organizadores para apoiar outras iniciativas locais que fomentam o empreendedorismo.

Pois bem, nosso Community Chest foi usado em dois projetos. Primeiro foi aplicado no Dia da Virada, inspirado no Day 1. O evento, organizado pela Liga Empreendedora e promovido pela Endeavor, teve participação de alguns empreendedores que são atuais referências no mercado nacional, como o Tallis Gomes – fundador e ex­CEO da Easy Taxi, atual CEO e fundador da eGenius Founders – que falou sobre o dia em que ocorreu o ponto de virada em sua vida, focando em empreendedorismo. O Dia da Virada, que além de inspirar a todos, também incentivou o networking entre os participantes, que desfrutaram de um coffee break no intervalo das palestras e conversaram sobre suas ideias e negócios. Além disso, o uso do Community Chest foi essencial no investimento em divulgação e Marketing, que originou o sucesso do evento.

A Minibiblioteca Empreendedora, nosso segundo projeto, foi criada graças ao Community Chest. A Minibiblioteca é aberta ao público da Unicamp/Campinas e tem o propósito de estimular ainda mais o ecossistema na Região. Além de ampliar o alcance de conhecimentos técnicos e o uso de ferramentas essenciais para quem sonha em empreender, podem ser encontradas literaturas referências no empreendedorismo global, entre outras de difícil acesso ao público. Neste projeto, a expectativa é que ao longo do tempo não só os membros antigos e atuais da Liga Empreendedora da Unicamp, mas também qualquer pessoa que se interesse pelo tema, doem livros para crescimento do acervo, produzindo difusão do conhecimento.

Ciro Duarte (Organizador Dia da Virada e Mini Biblioteca Empreendedora)

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Relatório: Anunciando 5 Ingredientes Para "Fomentar Um Ecossistema Próspero de Startup"

Texto original por Marc Nager.

Introdução

Enquanto apoiava milhares de líderes comunitários ao longo dos últimos seis anos, UP Global viu-se constantemente no centro de conversas importantes sobre o que faz os ecossistemas empreendedores prosperarem.

Fundamentalmente, nosso objetivo é fornecer uma estrutura global para essas conversas, que podem ser adaptados para apoiar os esforços originais dos líderes comunitários e empreendedores – onde quer que estejam.

Tenho o prazer de anunciar o lançamento do relatório “Fostering a Startup and Innovation Ecosystem”. Este projeto de pesquisa ​​estende o nosso compromisso com empreendedores de todo o mundo, e fundamenta o nosso otimismo em relação ao progresso econômico que ocorre todos os dias. Nós esperamos que as conversas em torno destes temas continuem enquanto trabalhamos juntos no sentido de proporcionar o acesso global ao empreendedorismo.

Prefácio por Mary Grove, Diretora do Google for Entrepreneurs

UP Global, Startup Weekend
Empreendedorismo e inovação estão prosperando em comunidades de todo o mundo, e nós vemos o poder transformador que os empreendedores tem para construir produtos e empresas que melhoram suas comunidades, cidades e, finalmente, o mundo. Ao longo dos últimos anos, nós aqui no Google, observamos um aumento na atividade empreendedora nas cidades, de Damasco a Detroit, São Paulo a Nairobi, liderada por líderes locais e influenciadores.

UP Global está capacitando as comunidades, com o apoio e os recursos necessários para promover a inovação e os empreendedores locais. Sua crença é que todos no mundo devem ter a oportunidade de ir da ideia à startup. UP Global possui mais de 7.000 voluntários espalhados em 125 países que estão ansiosos para participar em conversas com grandes corporações, universidades e decisores políticos sobre a construção e promoção de um clima favorável para os empreendedores em sua comunidade local.

Existe muita pesquisa que presta assessoria para os empreendedores e destaca alguns ingredientes comuns que contribuem para fomentar os ecossistemas de sucesso. Este white paper destaca os cinco ingredientes críticos que suportam ecossistemas empresariais: talento, densidade, cultura, capital e ambiente regulatório. Minha esperança é que continuemos a conversa sobre como promover esses ingredientes em nosso trabalho diário. Como um membro do conselho da UP Global e um parceiro próximo deles por meio do Google for Entrepreneurs – Estou animada com o apoio contínuo da organização para as comunidades empreendedoras e a poderosa oportunidade que essas comunidades têm de impactar o mundo.

Juntem-se a mim para um Google Hangout com Brad Feld, VC no Foundry Group e autor do livro Startup Communities e Marc Nager, CEO da UP Global, sobre comunidades prósperas de startups e como criar alinhamento e não apenas da densidade em sua comunidade.

  • Link: Google Hangout
  • Horário: 15:00 (horário de Brasília)
  • Data: 23 de Setembro de 2014

Acesse aqui o Relatório! Clique em “Salvar” para fazer o download e facilitar a leitura.








É preciso mais do que uma fórmula para mudar o mundo

Tradução do post It Takes More Than a Formula to Change the World, por Chet Kittleson

Desde o início estamos sempre procurando uma formula que funcione. Seja uma habilidade em desenvolvimento web que gere renda, ou um estilo que atraia membros do sexo preferido, procuramos pelas coisas que funcionam e se formos sortudos nós achamos e as seguramos como se não houvesse amanhã. E por que não deveríamos, se algo funciona sem dúvida é nosso direito aproveitar. Nós merecemos.

Mas o que acontece quando a formula se torna familiar? O que acontece quando desenvolvemos um nível profundo de confiança na fórmula e começamos a depender dela? Nós vimos funcionar tantas vezes, e vimos funcionar tão bem, então independente de quanto trabalho nós dediquemos, as coisas devem ficar bem. Certo?

Eu tenho algo a confessor. Meu nome é Chet Kittleson, sou um organizador, facilitador e membro chave do time Startup Weekend e eu nunca criei uma experiência de classe mundial. Tenho dependido de uma fórmula testada e comprovada, nesse caso o Startup Weekend, para carregar a maior parte da carga. Me acostumei com simplesmente colocar as pessoas na sala, e esqueci que meu objetivo é mantê-las lá.

Ao mover para o porquê de acreditar que isso é errado para mim, e exclamar minha declaração pessoal de mudança e ser parte apenas de coisas extraordinárias, deixe-me fazer um prefácio com isso: mudar a vida de uma pessoa é uma conquista espetacular. Se você administra um evento ou opera um blog ou algo do tipo, mudar a vida de uma pessoa é um objetivo admirável. Estamos todos ocupados e aqueles de nós que gastam tempo construindo comunidades devem se sentir orgulhosos. Estamos fazendo algo, e isso é excepcional.

Mas não mais me sinto bem com isso. Recentemente facilitei um evento Startup Weekend para a Embaixada Americana no Canadá e tive um pequeno gosto do que é ser parte de algo realmente significativo. Com um orçamento maior do que o normal, tivemos a possibilidade de trazer 60 participantes de 19 cidades do Canadá. Tivemos a possibilidade de atrair imprensa de alto nível. Tivemos a possibilidade de criar energia e fazer barulho, simplesmente pelo fato desse evento em Ottawa, Ontario juntar pessoas jovens de todos os cantos de um país para inspirar mudança.

Quando o evento terminou, eu estava mais do que extasiado com os resultados mas ao mesmo tempo desapontado comigo mesmo. A Embaixada fez um trabalho incrível coordenando a viagem de um número grande de pessoas para uma única região. As pessoas fizeram um trabalho incrível ao adotar as filosofias do Startup Weekend, compartilhar idéias, criar empresas, falar com clientes e todo o resto. E eu fiz um bom trabalho ao deixar as pessoas empolgadas na Sexta e Domingo quando nós, facilitadores, tomamos o palco para fazer exatamente isso.

E foi isso. Peguei um evento especial, apliquei uma fórmula testada e aprovada e funcionou. As pessoas estavam felizes. Então por que estou desapontado?

Quase uma semana mais tarde, e depois de uma ótima conversa tomando algumas cervejas com Rob Foxall, organizador do Startup Weekend de Vancouver BC, eu descobri. (Boa coisa também, se eu não tivesse, esse artigo estaria seco, pra não dizer coisa pior.) Eu confiei na fórmula. Peguei uma oportunidade incrível e mantive com todo meu poder. Foi uma falha? Não, longe disso. Mas também não foi tudo que poderia ter sido.

Moral da história, não vamos esquecer que “depende de nós, cada um de nós, criar o mundo e comunidades em que queremos viver.” Ouvi naquela conversa do TEDx de Greg Tehven  sobre o trabalho que ele e os parceiros fizeram para basicamente mudar seu lar; Fargo, North Dakota. O objetivo não é gastar mais tempo ou dinheiro ou recursos. O objetivo é pegar o tempo e dinheiro e recursos que temos, e fazer o melhor com eles. Faça cada segundo e cada centavo contar, e nunca pare de trabalhar para criar uma experiência de classe mundial.

“Em Fargo, fazemos nosso melhor para ir além de eventos, nos juntando em locais tediosos com comida mediana, no máximo. Estamos focados em criar experiências, pensando através de detalhes do cheiro, visual, habilidade de conectar, etc. Durante nossos Startup Weekends, antes dos resultados do julgamento serem divulgados no último dia, nós tivemos o campeão de ioiô mais jovem do mundo no palco para compartilhar seus talentos e um grupo de estrelas do rock de 10 anos cantando Journey. Nosso time em Fargo sabe que temos apenas uma chance de criar uma primeira impressão e nossos eventos são desenhados e construídos com a ideia de criar experiências e comunidade,” disse Tehvan. Clique aqui para um resumo em vídeo do seu último Startup Weekend, eles fazem um trabalho incrível.

Como Greg disse, “nós temos uma chance de criar uma primeira impressão.” Nosso objetivo como organizadores e facilitadores é de expor o quanto de pessoas for possível ao empreendedorismo. Queremos criar um local seguro para as pessoas colaborarem, compartilharem ideias, para encontrar pessoas que pensam parecido, e quem sabe até criar empresas. Descobrimos a fórmula que coloca as pessoas dentro da sala, é nosso trabalho como líderes de nossas respectivas comunidades de tomar precauções adicionais para mantê-las lá.

 

Traduzido por: Estela Camargo








Startup Weekend Women São Paulo

Take Car-e, Up2U e Conserta.me foram os projetos mais votados do Startup Weekend Women São Paulo pela banca formada por investidores, diretores e empresários

SW Women São Paulo

54 horas, 125 participantes de todo o Brasil, 56 ideias e 15 projetos colocados em prática. Assim terminou uma edição emocionante do Startup Weekend Women que ocorreu em São Paulo. E com ele surgiram novos modelos de negócios que vão facilitar – e muito – a vida das pessoas apaixonadas por viagens, carros, maternidade, negócios, games e muito mais. 

“Foi um evento muito prático onde todos tiveram que colocar a mão na massa. O que me chamou a atenção é que tínhamos grupos muito focados, mas que não estavam preocupados em vencer. A ideia era resolver os problemas que a ideia gerava e conseguir validá-la. Todos entenderam o valor da jornada e o aprendizado que tiveram. Isso foi o mais importante”, disse Ana Fontes, uma das organizadoras do SWW, da Virada Empreendedora e fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

SWWSP

No final, os projetos Take Car-e, Up2U e Conserta.me foram os mais votados pela banca de peso formada por Camila Farani, Diretora do Gávea Angels; Maria Rita Bueno, Diretora Executiva da Anjos do Brasil; Marcelo Nakagawa, Diretor de empreendedorismo da FIAP; Fernando Reinach, sócio-administrador do Fundo Pitanga; Gilberto Gonçalvez, Fundador e Presidente da GAG, Investimentos em Impacto Social; Mozart Ramos, Diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna; David Arnold, Diretor de Ciência e Tecnologia da U.S. Consulate General em São Paulo; e pelo empresário Luis Terepins.

Além dos três primeiros, outras ideias apresentadas mostraram que têm total capacidade de garantir o seu lugar no mercado como The Passenger, Meu Baby Cresceu, Plano B, Recicla.me, Kindness e outros. Como disse Tony Celestino, Country Manager da UP Brasil, escritório brasileiro da UP Global, mantenedora do Startup Weekend: o SW é um evento em que todos são vencedores.

Dinâmica SWWSP

“O enorme engajamento e a vontade das pessoas de aprender e absorver conhecimento foi sensacional. Fiquei impressionado como todos os participantes estavam envolvidos e focados em criar e desenvolver suas startups”, disse Celestino, que ainda comentou a participação das empreendedoras no evento. “O grande diferencial dessa edição foi obviamente o número maior de mulheres participando. Foi incrível acompanhar a evolução e o potencial que elas têm de execução. Outro fator foi a formação da banca de jurados de altíssimo nível, com representantes de renomadas instituições de ensino, institutos, grupos de investimento e até mesmo representante do Consulado Americano e da Unesco”, completou. 

SW Women São Paulo








Como criar uma cultura de startups na sua cidade?

Autor convidado: Yuri Gitahy, fundador da Aceleradora

O Brasil tem hoje alguns hubs de startups em formação, como Belo Horizonte, Campinas, Florianópolis e Recife, mas nenhuma região pode ainda ser apontada como o centro brasileiro de empreendedorismo digital. Isso é decorrente da densidade populacional e econômica do país, facilitando a dispersão dos empreendedores para explorar oportunidades regionais (e na hora certa, criar um escritório em São Paulo para também estar presente no centro econômico da nação). Enquanto essa dispersão dificulta a formação de um grande hub como o Vale do Silício, ela faz com que cada vez mais cidades pequenas passem por um avanço consistente de suas startups e empreendedores digitais.

Reconheceu o lugar? A maioria das cidades pequenas tem uma cara assim, e já tem startups locais!

Uma das formas mais simples de se começar um ambiente propício à criação de startups é a realização de meetups frequentes. Meetup é um encontro informal em que as pessoas conversam de pé, facilitando a circulação e o networking. A ideia vem justamente do Vale do Silício, em que eventos como esse são tão comuns quanto um happy-hour após o trabalho. Mas como um encontro tão informal pode ser útil para o empreendedorismo brasileiro?

1) Um dos melhores jeitos de se encontrar sócios e time para sua startup é em uma situação informal como essa. O mesmo vale para técnicos procurando startups interessantes. Dividir um momento de descontração, se conhecer melhor e aprender mais sobre cada pessoa e seus interesses faz com que você conheça seus possíveis sócios melhor e mais cedo.

2) Ao longo de 2009, ajudei a promover meetups em muitas cidades fora do eixo Rio-São Paulo. Sempre que eu chegava a uma nova cidade, os empreendedores locais diziam: “Não vamos ter mais de 30 pessoas aqui hoje.” Quando 150 ou mais apareciam no encontro, percebia-se que existiam bem mais pessoas interessadas do que se imaginava. Isso desperta um sentimento de reconhecimento e incentivo, muito importante para o fortalecimento de cada região. Mesmo que sua cidade tenha somente 20 ou 30 no primeiro encontro, isso já é um começo.

3) Investidores locais também vão aos meetups. Só que nesse ambiente, não existe a pressão da avaliação ou de ser ignorado por alguém: o investidor está ali para conhecer empreendedores, o empreendedor está ali para conhecer investidores e outros empreendedores. Sem regras. Sem expectativas. É muito mais fácil abrir um canal de comunicação dessa forma, e de preferência sem uma competição de pitches – a ideia é deixar a interação fluir naturalmente.

4) Sempre que levamos mentores locais da Aceleradora aos meetups, os empreendedores tinham feedbacks sinceros sobre seus projetos (mesmo que esperassem tapinhas nas costas e parabéns). Essa prática de feedback honesto é emprestada da cultura do Vale do Silício, e faz com que o mindset melhore consistentemente após o meetup em uma cidade.

5) Participando de um meetup, as incubadoras passam se envolver mais, o SEBRAE local inicia um contato mais próximo com os empreendedores, e diversos encontros e movimentos se iniciam em prol desse ambiente. E a propósito, sempre desconfie de gente que faz do meetup um negócio…

Como começar?

Diego Reeberg, um dos fundadores do Catarse, em um meetup dentro da Campus Party em 2011. À esquerda, Flavio Pripas e Renato Steinberg, fundadores da Fashion.me

Se você quer ser o catalisador desse movimento na sua cidade, você deve primeiro encontrar empreendedores como você. Forme pequenos grupos de 5 ou 10 pessoas que estejam estudando boas práticas e atentos às informações que outras regiões produzem. Encontrem-se com frequência e organizem um meetup informal, caso sua cidade ainda não tenha algum. Repetindo esse ciclo, em poucos meses é possível realizar um meetup em qualquer cidade brasileira envolvendo de 50 a 200 empreendedores.

Após isso, crie um pequeno grupo e tente viajar com ele para algum evento em um grande centro. Seja uma vez por ano em um grande evento de startups ou em várias edições de desafios ou competições, participe e conheça pessoas de outras regiões. Aumente seu networking e traga essas pessoas para sua cidade, aumentando o intercâmbio de informações entre empreendedores distantes.

Uma vez que você já tenha filtrado os que persistem, crie um grupo mais comprometido que tenta criar produtos em conjunto. Ciclos de imersão ao longo de um fim de semana podem ajudar a gerar novos produtos, fazer protótipos de ideias e aplicar todas as técnicas que as equipes leem na teoria. A mistura de equipes quase sempre gera times mais funcionais que os originais, aumentando as chances dessa atividade extrapolar sua região e ser propagada em outros lugares.

É importante lembrar que muitas cidades possuem empreendedores digitais ou de tecnologia, mas poucas pessoas estão em uma startup de verdade – ou seja, procurando um modelo de negócios escalável e repetível. Aprender as técnicas certas e praticá-las em conjunto pode fazer muita diferença na evolução empreendedora da sua região – garanta que você seja parte de um processo contínuo e que crie referências de sucesso para incentivar cada vez mais empreendedores iniciantes.

É importante também dizer que você não deve esperar um meetup acontecer na sua cidade. Encontre os empreendedores influentes na sua região e convide-os para organizar um meetup com você. Tente conseguir apoio de entidades e incubadoras locais, e assim o evento chegará ao conhecimento de mais empreendedores. Meetups de startups não precisam de dinheiro nem que se cobre ingresso – eles devem ser uma ação auto-organizada pela comunidade para contribuir para o amadurecimento do cenário local.

Assim que você criar um grupo comprometido e a coisa começar a esquentar, chame a UP Brasil para realizar um Startup Weekend – o evento é uma ótima ferramenta para trazer mais e mais pessoas para o movimento da sua cidade.

 








Community Leader Destaque de Agosto: Luiz Fernando Gomes

Para começar bem nossa coluna de Community Leader Destaque do Mês aqui no blog, trouxemos a história de Luiz Fernando Gomes!

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Luiz, apenas um empreendedor

Quando recebi a mensagem da UP Brasil me colocando como um dos líderes de destaque nas comunidades empreendedoras do Brasil, pensei muito no que me trouxe aqui. Eu apenas estou no início da minha trajetória empreendedora, meu objetivo é transformar vidas, então vou compartilhar um pouco do passado para entender o futuro.

Onde tudo começou?

Diferente de muitos empreendedores de sucesso, não fui um jovem empreendedor, nunca vendi bala para os meus amigos da escola tão pouco deixei de jogar videogame perto de casa para comprar um computador, pelo contrário, sempre fui um jovem quieto, focado em criar meu mundo imaginário através dos desenhos, sempre achei que eles me levariam a qualquer lugar.

Sou de uma família simples do Recife, mas meus pais sempre me mantiveram nas melhores escolas da cidade, lembro do meu pai falar: Pode faltar comida em casa, mas não faltará a melhor educação para meus filhos. Por isso fui muito cobrado pelos resultados, a educação era a única forma de alcançar alguma posição melhor na vida. Durante 12 anos não gostava de falar com ninguém, gostava de observar tudo ao meu redor, tudo me fazia pensar e questionar o porquê das pessoas agirem em diversas situações. Esta postura retraída me isolou inclusive da minha família.

Aos 23 anos e eu estava há poucos passos do topo profissional como professor de matemática e um salário bem confortável. Nunca havia empreendido antes, mas gostava de poder mudar a forma que as coisas aconteciam ao meu redor. Fui um dos primeiros professores de matemática de Recife a trazer conceitos da história da matemática e a aplicabilidade no cotidiano para a sala de aula. Mais que ensinar, queria inspirar, infelizmente as escolas atuais não pagam por inspiração. Fui demitido várias vezes por isso, o que me desmotivou profundamente a continuar num ambiente tão fechado e tão limitado, queria poder fazer as coisas na forma que me desse prazer e não só dinheiro!

O ponto da virada!

Não poderia escolher outro termo. The Tipping Point do Malcon Gladwell foi o primeiro livro que li em inglês e, sem me dar conta, aprendi que a vida é repleta de oportunidades disruptivas, pontos que podem mudar completamente seu futuro. Estes pontos realmente apareceram para mim, alguns eu não aproveitei, outros…

Em Janeiro de 2012 fui convite para ser consultor na SWQuality para implantação de modelos de melhoria de processos para desenvolvimento de software, você não leu errado. Um professor de matemática chamado para ser consultor no mercado de TI, esta foi a primeira oportunidade que mudaria o rumo da minha vida!

1º Ponto da virada – Aprendizado é ato contínuo!

Na SWQuality entendi que somos capazes de aprender muito fora da nossa caixa de conhecimento. Este processo de aprendizado fora da caixa é potencializado com as experiências adquiridas ao longo da vida. Mudar nosso mindset é o primeiro passo para uma mudança disruptiva. Comigo aconteceu quando precisei usar minhas habilidades de modelagem para aprender sobre agile e gestão.

2º Ponto da virada – Arriscar é melhor que se excusar

Em 2013 li um livro chamado Startup Weekend – Como levar uma empresa do conceito à criação em 54 horas do Marc Nager, Clint Nelsen e Franck Nouyrigat. O livro conta a história de três caras incríveis que resolveram mudar o mundo transformando vidas através de ações empreendedoras. Entendi que poderia realizar meu sonho, inspirar mais que ensinar!

Agosto de 2013, meu primeiro Startup Weekend em Recife, de um mero curioso fui transformado num empreendedor em 54 horas. Lembro que tinha um projeto chamado Nordestinove, cujo objetivo era gerar sustentabilidade para negócios inovadores no Nordeste.

Durante o final de semana tive a oportunidade de trabalhar na Trackbox, idéia para rastrear todos os contêineres no mundo, pitch dado por um certo Tony Celestino. Para encurtar a história, pivotamos para a Lotebox, startup que resolvi chamar de minha, hoje estamos firme e fortes, mesmo não estando no TOP 3 daquele Weekend!

Este final de semana foi mais um ponto disruptivo na minha trajetória.

3º Ponto da virada – Empreender se aprende empreendendo

Como empreendedor posso colocar em prática tudo que aprendi, nada significativo com o volume de conhecimento que adquiro todos os dias empreendendo. Fui perguntado sobre o que estaria disposto à perder para empreender, eu perdi minha zona de conforto para cair de cabeça no caminho dos incríveis. Não me arrependo!

4º Ponto da virada – Não estamos sós

Nenhum empreendedor vence só. Família ou amigos, estamos cercados de pessoas que nos levam aos nossos objetivos. Resolvi devolver a experiência que ganhei empreendendo nas comunidades empreendedoras, do final de 2013 para cá já participei de oito Startup Weekends, de participante a facilitador. Aprendi que os ecossistemas empreendedores podem transformar o mundo, quero fazer parte disto!

Se me arrependo? Nem um pouco, se pudesse estaria cada final de semana numa comunidade diferente, aprendendo com as pessoas que também saem da zona de conforto para transformar vidas, assim como aqueles três americanos fizeram, como eu estou fazendo e como você pode fazer. Ainda fiz pouco, estou disposto para  fazer muito mais, digo aos organizadores, contem comigo, estou sempre disponível para ajudar no que for preciso.

Se fui chamado para escrever esta história é porque não estou só! Obrigado pela oportunidade todos da UP Global e meus grandes amigos da UP Brasil! #tamoJunto

 








Como a tecnologia móvel está mudando a experiência dos eventos

Este artigo foi originalmente publicado na Forbes

Para toda coroa de flores ou foto hippie que aparecer na suas atualizações de Facebook este ano durante o Coachella (Festival de Música e Arte), você tem um organizador de evento para agradecer. Para todo jantar que você se vangloriar no Instagram, ou todo assunto que você twittar sobre, um planejador de eventos em algum lugar merece um tapinha de consideração nas costas.

Estudantes americanos, empreendedores e artistas, cada um busca ocasiões e comunidades nas quais eles possam fazer seu melhor trabalho. Nos bares, salas de aula e hotéis onde esses indivíduos se reúnem, há provas de que é um setor na economia americana em crescimento.

Essa economia inclui as tecnologias dos smartphones que aumentam a produtividade das corridas de táxi até os que compartilham fofuras caninas. Isso também inclui o setor de trabalho responsável pela organização da comida, Roda Gigante, e celebridades em tecnologia que podem aparecer no seu próximo evento de trabalho.

É o casamento desses setores em desenvolvimento – os de tecnologia móvel e organização de eventos – que definem os próximos cinco anos de como você participa em funções sociais e profissionais.

O escritório de estatísticas trabalhistas declarou a categoria ́Planejador de Encontros/Eventos ́, como o título de trabalho com o mais rápido crescimento nos Estados Unidos em 2012. As métricas de trabalho também indicaram um crescimento significativo no mercado de eventos desde 2003, e com a ajuda de um setor tecnológico florescente, o planejamento de eventos domésticos é projetado para crescer até 31.000 empregos até 2020 – um crescimento de aproximadamente 43%.

A maioria dos americanos vai comparecer,ou planejam, a uma variedade de encontros e reuniões profissionais, acadêmicas, ou comemorativas durante o ano fiscal de 2015, e uma crescente maioria o fará com um smartphone em mãos.

“Eu acredito termos escolhido corretamente nosso foco em celulares… a entrada dos smartphones já ultrapassou dois terços de todos os donos de celulares norte-americanos e essa tendência vai apenas continuar a crescer” Todd Goldberd, co-fundador da aplicativos para celulares, Eventjoy. “ Isso significa coisas extraordinárias para ambos, participantes e organizadores”.

Goldberg e seu parceiro Karl White fundaram a Eventjoy em 2013 para coordenar host e participantes por meio dos seus celulares. Eventjoy recentemente adicionou um ́app organizador ́ entre suas ofertas para planejadores, incluindo uma interface simples com a qual é possível verificar convidados confirmados, estatísticas de venda, além de receber notificações.

Eventjoy funciona como uma solução em bilhetes sem custos para os planejadores, e tem predominantemente focado em usuários e antigos participantes. O serviço tem sido implantado em mais de 2000 eventos, dentro de 14 países, e tem vantagem junto dos planejadores habilitados com smartphones no mercado de trabalho.

“Nós entramos em contato com organizadores e oferecemos de graça nosso produto mobile, como um meio de complementar a organização das suas vendas de ingressos,” disse Goldberg. “Pouquíssimos eventos oferecem um aplicativo de celular para um visitante permanecer conectado, e naturalmente existem maiores expectativas em eventos de tecnologia porque os participantes são do tipo que aderem fácil à novidades”

Assim como também existe uma maior pressão entre os participantes que não querem estar no evento. Esses são os convidados que prefeririam estar num hotel, depois de um dia inteiro de conferências lideradas, e em seguida participando dos processos de stand-ups, happy hours e flash mobs.

“Se você pode melhor organizar as pequenas atividades que acompanham uma grande conferência, isso alivia boa parte do stress dos participantes.” diz Goldberg. ”Nós temos sido bem sucedidos [na Organização de Conferências] através da reunião dos participantes pelos seus telefones, e queremos fazer o mesmo para os organizadores”.

Eventjoy dá aos participantes e hosts a habilidade de priorizar eventos enquanto ativos, e precisamente julgar o tempo dedicado pela sua agenda. Eles podem usar o app para providenciar feedbacks aos hosts, navegar por espaços de trabalho ainda desconhecidos e interagir com todo os horários de eventos da equipe. Goldberg também notou que quando planejadores inspecionam uma serie de eventos, a coordenação móvel com a sua clientela trabalha de forma que aumenta o envolvimento entre eles.

Eventbrite, uma precursora e competidora direta em vendas de ingressos e responsável por eventos, tem diversificado recentemente em hardware e suporte de campo para organizadores de eventos. Assim como Eventjoy, Eventbrite permite aos usuários pesquisarem, comprarem autorizações, e seguirem eventos à sua escolha.

“Nós operamos em um espaço competitivo”, disse Goldberg. “Nós observamos uma ‘corrida por redução de custos’ em relação as taxas sobre ingressos, e enxergamos a opção livre de taxas como uma ótima oportunidade…[adicionalmente] é o nosso foco em telefones portáteis que nos separa disso.”

O setor de planejamento de eventos vai, como de esperado, buscar por caminhos mais fáceis para reunir feedbacks de eventos, e reduzir os custos administrativos dos eventos, em um mercado lotado”. O mercado mobile está pronto para oferecer aos organizadores um meio mais fácil de supervisão, e aos participantes um meio mais fácil de agradecer.”

E mesmo que isso ainda não vá fazer os ingressos para o Coachella mais baratos, isso pode ajudar a desenvolver uma nova onda tecnológica integrada a eventos sociais.








9 métodos para tornar suas reuniões mais produtivas

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No mundo das startups, cada segundo de trabalho pode se transformar em coisas novas! Nosso infográfico traz dicas simples e úteis que podem auxiliar na hora de reduzir o tempo das reuniões e torná-las mais produtivas.

Infográfico produzido por: Ana Raquel Calháu Pereira